Vaidade // Maioria dos políticos ouvidos pelo Diario diz que decisão de recorrer às cirurgias estéticas não tem nada a ver com cargo
Embora destaquem que a decisão de se submeter a cirurgias estéticas tenha sido estritamente pessoal, os políticos ouvidos pela reportagem falaram abertamente sobre o assunto. A deputada estadual Terezinha Nunes (PSDB) conta que fez um lifting e uma operação para a retirada de excesso de pele nas pálpebras. Segundo ela, o primeiro procedimento possibilitou o soerguimento da musculatura do rosto e o segundo solucionou um problema que já ameaçava sua visão.
A deputada diz que mesmo que não fosse uma pessoa pública faria as intervenções. “Sempre gostei de me cuidar. Ainda garota, morando no interior (da Paraíba) já me preocupava com a estética. Hoje, faço pilates e ando na (parque da) Janqueira”, informa e acrescenta que não voltaria a fazer novas operações. “O que tinha de fazer, já fiz. Agora, fico com meus cremes e tratamentos mais simples”.
O deputado Augusto Coutinho (DEM) pensa diferente. Depois de um transplante capilar, admite que pode voltar à mesa de cirgurgia caso ache necessário. “Fiz a operação da calvície não só para melhorar a imagem pública, mas principalmente com o intuito de rejuvenescer. Acho que o resultado foi bom e entendo que devemos buscar sempre o melhor no que diz respeito à aparência, unindo saúde e estética”.
O excesso de gordura abaixo do queixo (a famosa papada) levou o ex-deputado e hoje prefeito de Limoeiro Ricardo Teobaldo (PSDB) a se submeter ao bisturi há cinco anos. O procedimento, conta ele, elevou sua autoestima. “Fiz para me sentir melhor e acho que o resultado ficou bom”. Se ele se submeteria a novas interevenções? “Não tenho nada contra. Se fosse para me sentir melhor, faria sim”, assegura.
Por sua vez, o ministro de Relações Institucionais, José Múcio (PTB), procura deixar claro que sua preocupação com a aparência nada tem a ver com o fato de ser político. “Quando fiz a primeira cirurgia (de transplante capilar) estava com 25, 26 anos. Nem sonhava em me candidatar a nada”. Já deputado federal (hoje é licenciado), decidiu realizar um novo procedimento para complementar o primeiro. “Recorri a Fernando Basto para corrigir imperfeições. O resultado foi ótimo e não me arrependo da decisão”.
Outros pernambucanos, com ou sem mandato, se submeteram ao bisturi das plásticas ou ao microscópicos implantes capilares para acabar com a calvície. Entre os deputados estaduais figuram Alberto Feitosa (PR), Miriam Lacerda (DEM) e Sebastião Rufino (DEM). Ex-integrantes da Assembleia Legislativa, o atual prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT), também fez retoques no rosto. O ex-deputado Carlos Lapa (PSB), do mesmo modo, já fez seus reparos. Em Brasília, a bancada pernambucana na Câmara conta com representantes preocupados em se mostrar mais jovens. José Chaves (PTB) é um deles. Há informações não confirmadas de que outros dois teriam se submetido a intervenções cirúrgicas. No Senado, o ex-governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) foi outro a recorrer a correções estéticas.
Fonte: Diário de Pernambuco