O sucesso da cirurgia também dependerá de um fator muito comum que é a diferença de tamanho e da distribuição do tecido mamário entre as duas mamas antes da cirurgia. Quase sempre uma das mamas é um pouco maior que a outra e um pouco mais pendente. Quanto maior for a diferença entre elas maior será a diferença das cicatrizes e maior será a dificuldade da cirurgia, pois sempre procuramos deixá-las o mais parecidas possível.
Em relação à idade, existem adolescentes com mamas muito grandes, mas precisamos aguardar que suas funções hormonais estejam equilibradas antes de submetê-las à redução das mamas. Uma regra geral é aguardar pelo menos 4 anos após o início da menstruação, desde que já estejam apresentando ciclos regulares, mas sempre pedimos a avaliação de seu ginecologista.
Um fato importante é que a cirurgia não impede a amamentação, mas as mamas poderão sofrer mudanças de forma dependendo da glândula mamária voltar ao seu tamanho anterior, continuar aumentada ou até reduzir de tamanho após o aleitamento. Além disso, a chance de haver mudança da forma mamária será maior se houver grande variação do peso da paciente, pois há mulheres que ganham bem mais que os 9 a 12 kg esperados, chegando a ganhar mais de 20 kg.
As mulheres jovens apresentam mamas cujo tecido é mais firme, pois apresentam mais tecido glandular. Com a idade esse tecido vai sendo substituído por gordura e assim, as pacientes com mais idade apresentam mamas que são mais macias à palpação e que tendem a ser mais flácidas. Quanto mais gordurosas forem as mamas, mais suscetíveis a perderem o bom resultado cirúrgico se a paciente apresentar variações de peso importantes.
No pré-operatório, além dos exames que são pedidos para qualquer cirurgia, sempre pedimos avaliação do ginecologista, para termos segurança de que a paciente não apresenta patologias que necessitem tratamento específico, como nódulos, cistos e até descartar presença de tumores malignos.