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Calvície Masculina

Consulta

Ao contrário do que muita gente pensa e do que é mais habitual, a Calvície não é um problema unicamente masculino. Afeta também as mulheres devido à ação dos hormônios sexuais, os andrógenos.

Diagnóstico

Alopecia ou calvície é decorrente de uma alteração genética e hormonal denominada por Alopecia Androgenética (AAG). A calvície androgenética é uma combinação da hereditariedade com a ação dos hormônios androgênicos que incluem a testosterona que reage com uma enzima a 5αredutase, transformando-a em Di-hidrotestosterona (DHT). O cabelo acometido nas partes mais afetadas pela DHT é a região frontal e superior da cabeça. Por outro lado, o cabelo da região occipital e temporal (parte posterior da cabeça e acima das orelhas) é permanente, pois não é afetado pelo DHT. A DHT é 5 vezes mais potente que a testosterona, sendo a responsável pelo processo de miniaturização dos fios. O que se sabe também é que a quantidade de DHT no organismo é a mesma em pacientes calvos e nos não calvos, o que difere um do outro é a susceptibilidade dos receptores hormonais à DHT nos pacientes que possuem herança genética para a calvície.

Os principais agravantes da AAG são o estresse, a oleosidade excessiva do couro cabeludo, as doenças de pele e dentre elas a esclerodermia, o líquen plano e o lúpus, além das carências nutricionais onde podemos destacar a falta de ferro e proteínas.

Tratamento

O processo de restauração capilar evoluiu muito ao longo desses 20 anos. A partir de 1996-1998, os especialistas em cirurgia da calvície começaram a trabalhar com unidades foliculares, que são estruturas contendo de 1 a 4 folículos, da mesma forma que é encontrado no couro cabeludo, mais refinadas, afastando o então estigma do cabelo de boneca, pois com estas unidades, o resultado torna-se o mais natural possível.

O paciente deve preencher toda a ficha da clinica referente aos dados sobre sua saúde. Deve mencionar se fuma, se é portador de hipertensão arterial, se tem alguma doença sistêmica e se toma algum medicamento, até mesmo os fitoterápicos (gingko biloba, cápsula de alho). Citar possíveis alergias ou complicações de outras naturezas.

Na primeira consulta o(a) paciente deve usar de franqueza sobre o que espera da cirurgia e ouvir atentamente quais as limitações que o caso poderá oferecer.

No exame propriamente dito, examina-se o couro cabeludo classificando-se o grau da calvície (que, no homem, pode variar de I a VII na escala de Hamilton e na mulher de I a VI na escala de Basto), a elasticidade do couro cabeludo, o tipo de cabelo e a densidade da área doadora (geralmente a área doadora escolhida é a região da nuca).

Ainda nesta primeira consulta, após o exame físico, o cirurgião pode definir se é necessária a cirurgia e também já pode ter em mente o número de sessões aproximado para obter o resultado esperado. Também pode ser utilizado como coadjuvante da cirurgia um TRATAMENTO CLÍNICO E/OU NÃO CIRÚRGICO:

  • Medicações de uso oral: É um tratamento sistêmico que tem o objetivo de equilibrar a perda capilar. Dentre as medicações mais conhecidas, está a Finasterida e também as drogas anti-andrógenas e os complementos vitamínicos.
  • Loções: É um tratamento tópico que consiste em diminuir o processo de perda dos cabelos, que pode se dar pela miniaturização dos fios ou até mesmo a queda dos cabelos.
  • Xampus: A indicação de xampus específicos se faz necessária como coadjuvante no tratamento clínico para o tratamento das hastes ou até mesmo do couro cabeludo. Um exemplo é o tratamento da dermatite seborréica (caspa) que responde muito bem ao uso de xampus.

É importante ressaltar que algumas características individuais de cada ser humano podem alterar o resultado da cirurgia. E isto deve ficar bem esclarecido porque não depende da vontade ou até mesmo da habilidade do cirurgião. Dentre estas variantes podemos destacar:

  • O tipo de cabelo: O cabelo grosso geralmente confere resultado melhor que o cabelo fino;
  • A elasticidade da pele: Quanto mais elástica a pele do couro cabeludo, mais cabelo doador vamos obter e mais simples será o procedimento cirúrgico, deixando a cicatriz resultante na área doadora mais fina e menos visível, o mesmo acontecendo com as incisões puntiformes na área calva e portanto deixando um resultado mais bonito e estético;
  • A densidade da área doadora: Quanto mais cabelo por centímetro quadrado melhor será o resultado alcançado, pelos menos teoricamente;
  • A cor do cabelo: Cabelos grisalhos dão resultados mais naturais e aparentam mais densidade capilar que os cabelos mais escuros;
  • A cor da pele: A pele clara se destaca mais por entre os cabelos escuros e portanto os resultados que parecem “mais bonitos” são aqueles em que há menos contraste entre a cor da pele e do cabelo ou seja cabelo claro / pele clara, cabelo escuro / pele escura e cabelo grisalho ou branco / pele de qualquer cor.

Após diagnosticado o grau de calvície, este pode ser tratado clinicamente, cirurgicamente ou a combinação de ambos.

Existem várias classificações para os graus de calvície, sendo a mais conhecida a de Hamilton-Norwood, cujo diagrama está apresentado abaixo.

Sabe-se que a calvície tem um padrão genético do tipo autossômico-dominante, ou seja, é necessário que apenas o pai ou a mãe apresentem o gene, para transmiti-lo ao filho que manifestará a patologia. Neste tipo de transmissão, se o pai ou a mãe apresentarem a calvície, o filho tem 50% de chance de também manifestar a mesma. Se ambos os pais apresentarem a calvície, a probabilidade de um filho vir a desenvolver a calvície chega a 75%!

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